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HEMORROIDAS: dor e sangramento anal, o que pode ser? Será que tenho hemorroidas?

Provavelmente, sim! Primeiro precisamos saber que as hemorroidas são coxins vasculares que fazem parte da estrutura normal do canal anal.


Então, quando preciso procurar atendimento médico com o especialista?

Sempre que apresentamos algum desconforto anal, inchaço, protusão, coceira ou sangramento, ou seja, quando surgir algum sintoma que pode estar relacionado à doença hemorroidária. O sangramento retal é o sintoma frequente e, em geral, ocorre saída de sangue vermelho vivo, de quantidade variável que pode pingar ou esguichar no vaso sanitário, ou aparecer no papel higiênico.


Precisamos ser cautelosos, pois apesar de a doença hemorroidária ser uma das doenças mais comuns, estes sintomas também podem surgir em diferentes doenças do ânus e reto.

Existe mais de uma categoria de hemorroida?

Sim! As hemorroidas podem ser classificadas como internas, externas ou mistas. As hemorroidas internas poderão ser graduadas de I a IV conforme o grau de prolapso (exteriorização pelo ânus) após avaliação médica.


Que complicações podem surgir?


Uma complicação possível é a trombose hemorroidária, associada ao início de dor anal importante e inchaço no ânus, piores nas 48-72h iniciais. É mais frequente em quem tem prisão de ventre, durante a gravidez ou quando se realiza muito esforço abdominal. O diagnóstico pode ser realizado após consulta medica com proctologista que avaliará os hábitos intestinais do paciente e realizará o exame proctológico inicial com a anuscopia.


Como posso prevenir? O tratamento pode ser conduzido com medicamentos ou precisa ser cirúrgico?

O tratamento inicial será pautado em melhorar os sintomas, corrigir a constipação ou diarreia, introduzir uma dieta rica em fibras (vegetais folhosos, legumes, frutas, cereais integrais) e uma ingestão adequada de líquidos. Além disso, consiste em uma orientação adequada sobre o ato evacuatório e os cuidados com a higiene da região anal.

No mais, o proctologista também poderá oferecer opções de tratamento medicamentoso, procedimentos ambulatoriais menos invasivos como a ligadura elástica das hemorroidas ou até mesmo a cirurgia em alguns casos.


ATENÇÃO!

Não se automedique!

Este site disponibiliza informações que não podem e nem devem substituir uma consulta médica.


Bibliografia Recomendada:

  • CAMPOS, F.G.C.M. de; REGADAS, F.S.P.; PINHO, M. de S.L. Tratado de Coloproctologia – (1ª edição, 2012)

  • COURTNEY TOWNSEND ET AL. Tratado de Cirurgia Sabiston – (tradução 18ª edição, 2010)

  • Manual da ASCRS de Cirurgia do Cólon e Cirurgia retal – (tradução 3ª edição, 2019)

  • SANTOS, J. M. ;FERREIRA, A. C. S. ; SOUZA, D. A. F. S. ;RIBEIRO, S. A. R. ; DIAS, R. I. O. A nutrição na doença diverticular e na diverticulite em idosos: uma revisão. R. Científica UBM-Barra Mansa (RJ),anoXXV, v. 22, n. 42, 1 . Sem. 2020 p. 116-137ISSN 1516-4071

  • Miguel Afonso,* Joana Pinto, Ricardo Veloso, Teresa Freitas, João Carvalho, José Fraga.

  • Visceral fat: A key factor in diverticular disease of the colon . GE J Port Gastrenterol. 2012;19(2):62‑65

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  • Gimenes Lincoln da Silva, Bohm Carlos Henrique. Análise funcional da dor na síndrome do intestino irritável. Temas psicol. [Internet]. 2010 [citado 2021 Set 14]; 18(2): 357-366. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2010000200010&lng=pt.

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(Imagem: "Diagram showing a variety of hemorrhoids” by WikipedianProlific is licensed under CC BY 3.0)

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